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Informação técnico-científica

 

 AVALIANDO NECESSIDADES DE INFORMAÇÃO SOBRE SAÚDE

 Introdução

O processo de formação de políticas públicas depende do acesso à informação e à capacidade organizativa dos grupos.

Não se trata apenas de disponibilizar informação técnico-científica para cientistas e profissionais da área da saúde, e sim de uma gama muito mais ampla de atores sociais.

A avaliação e possível mensuração da satisfação do cliente da informação sobre saúde requer compreender que diferentes atores sociais utilizam os serviços de informação para tarefas diferentes. Poderíamos dividir os usuários de diversas formas. Uma delas seria a dos que estão envolvidos em agenda setting (que envolve a influência e determinação de políticas públicas) e os que apenas buscam informação para outros usos. Outra forma seria dividir os usuários em profissionais e não profissionais. Cada um deles compreende uma série de atores sociais com objetivos diferentes, graus de escolaridade diferentes e usos diferentes para a informação e portanto terão graus de satisfação distintos em relação ao serviço de provimento de informações sobre saúde.

 

 

Agenda setting

Informação para outros usos

Profissional

Ministro

Burocracia ministerial

Secretários de saúde

Burocracia das secretarias de saúde

Cientistas

Médicos

Enfermeiros

Professores de ciências e de biologia

 

Não profissional

Pacientes

Movimentos sociais

 

Care givers[1]

Estudantes

Populações carentes não organizadas servidas por programas de saúde

Leigo interessado

 

Considerando as preferências na opinião pública em relação ao grau de informação sobre os problemas em pauta, resta saber quem estabelece as prioridades em políticas públicas. “Agenda setting” ou “construção da agenda” é a área de estudo que se dedica a compreender a relação entre opinião pública e políticas públicas sob o ponto de vista da informação e liderança que os formadores de opinião têm. A relação entre opinião pública e políticas públicas traz à tona o papel da mídia e dos instrumentos de informação e em que medida ela influencia tanto uma quanto a outra. Trata-se da relação entre ferramentas de informação, jornais, televisão, cidadãos, políticos e burocratas. Essa é uma questão fundamental para determinar a saliência das questões e, como visto, o grau de estruturação das preferências do público. Informação empírica, filtrada para os agentes que tomam as decisões e para o público através de um sistema de valores pré-existente seria a base da mudança política (Smith 2002).

A construção da agenda é a transformação de problemas sociais em questões políticas e propostas para ação governamental. Ela precede a adoção de novas políticas mas raramente é suficiente para uma inovação política. No entanto, se a questão ganha a atenção da mídia, ao mesmo tempo em que é inserida na agenda política num contexto específico da situação do Estado, a adoção de políticas é iminente (Hays & Glick 1997).

É claro que os efeitos sobre o público e sobre quem toma as decisões políticas estão intimamente relacionados e a maior vantagem dos estudos sobre construção da agenda é sua capacidade de combinar a análise da mídia e das ferramentas de informação, da pesquisa de opinião pública e estudos sobre o processo decisório. Assim, ela oferece aportes empíricos à questão da comunicação no nível social (Soroka 2002).

Yagade e Dozier (1990) afirmaram que quanto mais “concreta” é a questão, como no caso das populações carentes desprovidas de serviços eficientes de saúde, maior é a abertura para efeitos da mídia e das ferramentas de informação porque o público teria um tempo de atenção limitado e questões dramáticas teriam um efeito mais forte no público. Questões salientes por muito tempo ou menos dramáticas teriam menos efeito de mídia sobre o público.

Henry & Gordon (2001) evidenciaram que as opiniões seguem ciclos relacionados com o interesse que as questões suscitam no público. O estudo foi feito com múltiplos surveys com meses de intervalo. As opiniões mudam segundo os ciclos de exposição das questões.

Os atores sociais envolvidos em agenda setting na área de saúde são a burocracia ministerial, mulheres (enquanto usuárias de serviços especiais de saúde feminina), homens (enquanto usuários de serviços de saúde masculina), pacientes, comunidades locais servidas por serviços de saúde (organizadas), etc. Atores sociais dificilmente envolvidos em agenda setting exceto na condição de cidadãos são cientistas e profissionais da área de saúde que buscam informação para se atualizar em seus campos.

 

Formação de políticas públicas

Antes de mais nada, o conhecimento implica poder e competência. O grau de conhecimento sobre saúde é um dos fatores que determinam o nível de influência de cada setor sobre o processo decisório em políticas públicas para a área. O processo de tomada de decisão em políticas públicas envolve não apenas o executivo mas diversos grupos de interesse. O Brasil, no campo da política de saúde tem características mistas de um sistema em que a burocracia do Estado desempenha um papel dominante e um sistema pluralista, com incrementos nas características pluralistas nos últimos anos. Esta condição divide analistas de políticas públicas: há os que defendem um papel preponderante para o Estado na definição de políticas públicas (Krasner 1978, Nordinlinger 1988, Skocpol 1985, Sparrow 1991), enquanto pluralistas defendem que esta se dá principalmente pela ação de grupos de interesse (Dahl 1961, Polsby 1963).

Uma política pública é um conjunto composto por atores, instituições, processos de tomada de decisão e resultados (Kischelt 1986). Naturalmente, há uma interação entre estes componentes sendo que os três primeiros precedem os resultados. Hill (1997), remetendo-se a uma discussão sobre a estrutura do Estado, considera que os processos decisórios em políticas públicas envolvem os grupos de interesse “externos” ao Estado e grupos “internos” ao Estado, tanto eleitos como indicados (burocracia). Resta saber quem tem que papéis e se há um que seja dominante.

A tipologia de políticas públicas de Lowi ajuda a discutir o papel que cada ator desempenha no processo decisório. Segundo Lowi, políticas públicas são “coerção deliberada, enunciados para encaminhar o propósito, os meios, os sujeitos e os objetos da coerção” (1972, 1985). Para ele, coerção é um fenômeno macrossocial: as instituições moralizam, a administração rotiniza e o governo legitima. Lowi estabelece uma tipologia de políticas públicas (1985): as políticas regulatórias, regras que impõem obrigações; as políticas redistributivas, regras que impõem classificação ou status; as políticas distributivas, regras que conferem privilégios e as políticas constituintes, regras que impõem poder (regras sobre regras ou sobre autoridade). Para Lowi, as políticas regulatórias estimulam o pluralismo clássico de grupos de interesse. As políticas constituintes seriam mais administrativas atraindo relativamente pouca atenção pública (Heckathorn e Maser 1990).

As políticas de saúde seriam mais regulatórias e constituintes.

McLean, List, Fishkin e Luskin (2000) apontam que processos deliberativos produzem estruturação das preferências. Assim, segundo Dryzek e List (1999), estariam compatibilizadas as teorias da escolha social, segundo a qual as preferências seriam o resultado agregado de escolhas racionais individuais que maximizariam a utilidade da questão para o indivíduo, e da democracia deliberativa, segundo a qual o processo de tomada de decisão democrática ocorre sob condições culturais, comunicativas e sociais como o debate público e a confrontação. Segundo Elster (1986), não haveria necessidade de nenhum processo agregador, uma vez que , num processo inteiramente racional, a discussão produziria preferências unânimes. Os críticos desta perspectiva sublinham que os atores têm interesses diferentes, contraditórios e, às vezes, em conflito.

Não se sabe até que ponto processos comunicativos de debate público, que implicam conhecimento das questões envolvidas na área de saúde, teriam estruturado as preferências da opinião pública no Brasil em relação à Saúde Pública.

É possível identificar processos políticos que contribuem para a resposta à opinião pública nos processos decisórios. O primeiro tem a ver com eleições. Há estudos que indicam um aumento da resposta à opinião pública à medida que as eleições se aproximam (Kuklinski 1978). Os políticos sabem que terão que responder por suas ações anteriores na eleição seguinte. Quando a reeleição de cargos majoritários é possível, essa atenção à opinião pública é ainda mais marcada.

A teoria pluralista, por sua vez, afirma que os grupos de interesse desempenham papel fundamental na canalização da opinião pública para o processo decisório. Os grupos teriam a capacidade de agregar e articular as opiniões do público. Assim, as opiniões do público estariam totalmente representadas pelos grupos de interesse com ação direta sobre as decisões em políticas públicas (Truman 1971, Dahl 1961). Evidentemente, há interesses que são representados de maneira detalhada e competente e há interesses que quase não são representados.

Essas reflexões levaram os críticos do pluralismo democrático a apontar que a ação dos grupos de interesse não necessariamente garante que os interesses do público estejam representados nos processos decisórios em políticas públicas. Ampliando o argumento, nem todas as opiniões possuem grupos que as organizem. Comunidades desprovidas de condições organizativas, especialmente as comunidades carentes, estariam excluídas deste processo, inclusive por falta de informação. Além disso, não seria tão fácil para os grupos se organizarem e se tornarem eficientes na comunicação de seus interesses nos processos políticos. Assim, os grupos com mais recursos financeiros e organizacionais seriam aqueles que de fato estariam representados (Olson 1965, Tierney 1986).

Outra perspectiva é aquela que afirma que diferentes elites exercem controle sobre determinadas áreas das políticas públicas. Elas se diferenciariam por interesse, localidade e nível de informação a respeito de saúde. Como resultado desse domínio por diferentes centros privados de poder, a opinião pública raramente seria influente. Uma forma de garantir que isso ocorresse seria manter as questões de decisão fora da agenda visível. Como resultado, o público não teria acesso à informação sobre os problemas em pauta e não poderia se mobilizar (McConnell 1966, Schattschneider 1960).

No entanto, vários estudos mostram que há uma correspondência entre a preferência da opinião pública e as decisões políticas. O estudo de Monroe (1983), por exemplo, compara o apoio público a mudanças propostas com as políticas adotadas em seguida. Monroe analisou 222 decisões e as preferências anteriores do público. O autor constatou ampla consistência entre as preferências por mudança e as mudanças em políticas: nos casos em que a decisão era o status quo, a preferência do público correspondia a 76% dos casos. Nos casos em que a decisão era mudança, a preferência do público correspondia a 87% dos casos.

Page e Shapiro (1983) estudaram o efeito das mudanças na opinião pública sobre as mudanças nas respectivas políticas públicas. Em sua análise de 231 casos de mudanças na preferência e mudanças na política adotada, Page e Shapiro mostraram que as políticas um ano depois mudaram na mesma direção das mudanças de opinião 66% das vezes. O estudo também mostra que quanto maiores as mudanças na preferência pública, maior a respectiva resposta nas mudanças nas políticas.

Também foram feitos estudos para investigar se os processos decisórios respondem à opinião pública questão por questão ou se respondem a um sentido geral do sentimento público (o que reflete informação difusa sobre o tema). A resposta questão por questão é provável em questões salientes, mas em outras um sentimento geral do público pode ser suficiente. Muitos líderes políticos podem usar, por exemplo, a ideologia como atalho para se posicionar em relação a diversas questões (Glynn, Herbst, O’Keefe & Shapiro 1999). A opinião pública também não é homogênea. Como exemplo, há os que consideram as drogas genericamente como um problema de saúde pública e outros que se posicionam a favor ou contra medidas específicas, como a legalização - ou não - da comercialização de drogas menos potentes, passando por penas efetivas e mais sérias aos consumidores – ou não.

Partindo do pressuposto de que há alguma relação entre opinião pública e políticas públicas, Howlett (2000) analisou diversos modelos que explicam essa correspondência. Segundo o autor, o modelo dos efeitos diretos e lineares não se sustenta em função de diversos fatores. Entre eles está a crescente esoterização técnica das decisões da agenda política (em saúde especialmente), o que distanciaria a opinião pública dos discursos sobre políticas. O modelo, além disso, desprezaria as complexidades da construção de políticas, como os processos comunicativos e as características da ação dos diversos atores envolvidos. Mesmo o modelo que propõe ciclos de atenção, em que a opinião pública se focalizaria por um certo tempo em questões específicas que demandariam ação governamental, não superaria os problemas estruturais do modelo dos efeitos diretos e lineares. O autor propõe que uma melhor abordagem seria desagregar a formação de políticas em uma seqüência de etapas discretas. Assim seria possível identificar se e onde a opinião pública influencia a formação de políticas e onde outros fatores desempenham um papel maior. Neste modelo, a “construção da agenda se refere ao processo pelo qual os problemas chegam à atenção do governo; a “formulação de políticas” se refere ao processo pelo qual as opções por políticas são desenvolvidas; a “tomada de decisões” se refere ao processo pelo qual os governos adotam uma ação; a “implementação de políticas” se refere à execução das decisões; e a “avaliação de políticas” se refere ao monitoramento dos resultados da execução. Para Howlett, a opinião pública desempenha um papel indireto significativo na formação de políticas por ser elemento importante do ambiente em que operam os sistemas e subsistemas de políticas. Ela afetaria a construção da agenda política mais fortemente do que qualquer dos outros estágios sem deixar de ter efeito sobre a tomada de decisões. Além disso, toda essa discussão seria baseada na idéia de que a opinião pública leva a políticas. Para o autor, há feedback: os governos também podem ter um papel ativo na conformação da opinião pública. Instrumentos de propaganda e educação, como os utilizados nos casos do comportamento público em relação aos riscos de drogas para a saúde, ao respeito aos direitos humanos e ao meio ambiente ou o perigo de beber e dirigir, teriam papel relevante na transformação da opinião pública sobre estas questões (o que implica um alto grau de informação sobre saúde por parte dos tomadores de decisão). A opinião pública seria também influenciada negativamente pela supressão de informação e outras formas de adiamento administrativo. Assim, a relação entre opinião pública e políticas públicas seria dialética e a influência se daria nos dois sentidos.

 

Os cientistas

Os cientistas têm outra agenda relacionada com o acesso à informação técnico-científica. Para Bourdieu (1987), a história de um tipo de produção intelectual - e a ciência é uma produção intelectual erudita - é a história da formação do campo que lhe corresponde, ou seja, da autonomização progressiva do sistema de relações de produção, circulação e consumo de bens simbólicos (os produtos da atividade científica: artigos, livros, teses, etc.). À medida que este processo progride, as práticas e os sistemas adotados pelos agentes para tomar posições no campo obedecem cada vez mais ao princípio das funções que cabem aos diferentes grupos de produtores intelectuais. Estas funções estão associadas às posições que eles ocupam no sistema de produção simbólica em questão. Se os processos de qualquer sistema de produção de bens simbólicos estão associados à dinâmica dos públicos consumidores, o campo de produção erudita (e nele se inclui o campo científico) se define por ter como público consumidor os próprios produtores. Assim sendo, o campo de produção erudita tende a produzir ele mesmo suas normas e os critérios de avaliação de seus produtos. Consequentemente, a lógica que rege o campo é a da concorrência pelo reconhecimento fornecido segundo estas normas e concedido pelo grupo de pares, que são simultaneamente clientes privilegiados e concorrentes. Quanto mais desenvolvido o campo, mais fechado sobre si mesmo, mais esotérica e específica sua linguagem. As relações que as diferentes categorias de produtores de bens simbólicos mantém com os demais produtores, com idéias, teorias e com a sua própria obra é função da posição que de fato ocupam e que podem ocupar dentro do campo, segundo tal hierarquia.

Bruno Latour (1984) completa o argumento economicista de Bourdieu e explora a questão da citação de trabalhos alheios por cientistas. Segundo o autor, os cientistas estão comprometidos por uma busca de credibilidade, e não numa busca por recompensa. Cientistas não citariam uns aos outros por causa de um sistema especial de normas para reconhecer as conquistas alheias (defendido por Hagstrom), mas porque cada um necessita do outro para aumentar a produção de sua própria informação digna de crédito. A utilidade da informação para a geração de informação fresca é, então, crucial para o cientista. Cientistas seriam investidores em credibilidade, o que criaria um mercado. Existe demanda dos investidores por informação e existe oferta de informação por outros investidores. Levando em consideração a flutuação desse mercado, os cientistas investem sua credibilidade onde é mais provável que ela seja compensadora (revistas de maior impacto, por exemplo). A motivação dessa busca de credibilidade é simplesmente mais credibilidade, o que pode gerar mais financiamento, equipamentos, etc.

Além disso, em outra publicação (Latour 1987, pp. 32-37), a citação é vista como um argumento de autoridade. Quanto mais e mais prestigiosas as citações de um artigo, mais força ele têm no círculo da credibilidade. Assim, numa controvérsia, o autor que tem mais, mais fortes e recentes citações está “melhor acompanhado” do que o autor com citações mais fracas. O jogo, no entanto, é perigoso: ter muitas citações não é suficiente. É necessário que as citações sejam suficientemente ligadas ao tema do artigo para fortalecer o argumento do mesmo.

No entanto, toda essa argumentação baseia-se na produção do conhecimento praticada dentro de disciplinas ou campos científicos fechados, com uma economia simbólica própria.

O processo de produção de conhecimento pode estar se diversificando, sem que, no entanto, deixem de ser válidas as considerações acima.

M. Gibbons et al. (1994) produziram uma análise das transformações recentes na produção do conhecimento e apresentaram um modelo segundo o qual o resultado destas mudanças foi a emergência de um novo modo desta produção, o qual os autores batizaram de "modo II", que conviveria paralelamente ao “modo I”. Este novo modo teria se formado em função de uma variedade de fatores sociais instaurados no pós-guerra, entre os quais a massificação do ensino superior, em consequência do qual o quadro institucional da produção do conhecimento científico e tecnológico teria sofrido grande diversificação. Paralelamente, o desenvolvimento rápido de tecnologias de informação e comunicação teria proporcionado as condições para que se completasse o perfil deste novo modo, que poderia ser esquematizado, comparativamente ao modo I (o modo tradicional) da seguinte forma:

 

Modo I

Modo II

 

Conhecimento produzido num contexto acadêmico: problemas são estabelecidos e resolvidos num contexto governado pelos interesses de uma comunidade acadêmica específica.

Conhecimento produzido num contexto de aplicação: problemas são estabelecidos e resolvidos num contexto de negociação tendo em conta os interesses imediatos de uma variedade de agentes sociais.

 

Produção concentrada nos sítios acadêmicos institucionais tradicionais.

Produção socialmente distribuida do conhecimento (difusa): os processos de negociação implicados na produção do conhecimento envolvem agentes localizados em diferentes contextos profissionais.

 

Disciplinar: os problemas já determinados como pertinentes a uma disciplina são resolvidos dentro de suas perspectivas.

Transdisciplinar: os problemas configurados no contexto de aplicação geralmente superam as fronteiras dos objetos e métodos de uma única disciplina e é nestas condições que se estabelece a transdisciplinaridade.

 

Hierárquico e estável: estruturas sociais rígidas e consensos estáveis em torno de critérios de validação e legitimidade.

Heterárquico e transitório: circulação rápida de agentes; critérios variáveis de validação do conhecimento envolvendo novos agentes.

 

Esotérico; relativamente impermeável ao impacto da difusão do produto.

Reflexivo (accountability): contexto de aplicação proporciona acesso dos participantes a questões relativas ao impacto de seu produto.

 

Crescimento homogêneo (produção de mais quantidade da mesma categoria; por exemplo, artigos, pesquisadores, etc.)

Crescimento heterogêneo: processo de diferenciação através do re-arranjo de partes componentes num dado contexto de atividades.

 

Comunicação interna à disciplina científica.

Maior densidade de comunicação (entre praticantes, entre ciência e sociedade e com as entidades do mundo físico e social).

 

 

 

Os autores também acentuam que o conhecimento se transformou numa commodity numa sociedade que produz ítens cada vez com mais conteúdo tecnológico. Nesse sentido, o conhecimento não é uma mercadoria de valor simplesmente simbólico, mas de fato material.

Como acentuaram os autores, as novas tecnologias de informação e comunicação, especialmente a Internet, foram um dos fatores mais significativos nessas transformações.

 

As novas tecnologias de informação e comunicação

Os desenvolvimentos das tecnologias de informação e comunicação, particularmente da Internet, influenciaram as formas como as atividades econômicas, educacionais e sociais têm sido transformadas. Chandrasekhar Ghosh (2001) abordam o problema de como essas novas tecnologias poderiam melhorar as condições de saúde de países em desenvolvimento. Eles consideram que elas podem promover a melhoria das condições de saúde diretamente, proporcionando melhor serviço de saúde e prevenção de doenças. Para os autores, é importante que os servidores da área de saúde, e não necessariamente os usuários finais, sejam alcançados por essas novas tecnologias. O principal obstáculo que estes autores vêem são técnicos: a dificuldade de acesso a computadores e às tecnologias de informação em localizações remotas. Seria necessário então um programa de disseminação de hardware pelo país para atingir principalmente as regiões remotas onde as informações são mais necessárias.

Wilson (1999) acentua que a implantação de tecnologias de informação vai muito além de problemas técnicos e tecnológicos. Ele insiste em que se trata de desenvolver sistemas que satisfaçam os usuários finais do sistema.

O Brasil ainda vive uma situação de “apartheid” eletrônico, em que a maioria da população não tem acesso a serviços de Internet , ao passo que outros, tendo algum acesso proporcionado por programas governamentais, não tem a necessária Internet literacy para buscar as informações necessárias.

Isso é particularmente relevante visto que a declaração de Puebla do 6th Regional Congress on Health Sciences Information, de maio de 2003, contém em suas resoluções que todos os setores da população deveriam participar das decisões afetando sua saúde individual e coletiva; que é necessário aumentar os espaços para os grupos de interesse se expressarem; que informação relevante para tomadas de decisão deve ser proporcionada com a participação da população afetada; que a redução da desigualdade no acesso à informação é fundamental para a formulação de políticas públicas adequadas e que a Internet deve desempenhar um papel relevante neste processo.

 

A avaliação das necessidades de informação sobre saúde - como medir

Existem várias metodologias para avaliar necessidades específicas, cada uma adequada a um público diferente. Algumas são recentes e claramente inovadoras. Alguns exemplos de sua possível aplicação são dados.

Um desses métodos é o Sense Making Approach, adequado ao usuário final da informação sobre saúde (população carente desorganizada), movimentos sociais, enfermeiros e care givers, por exemplo. Essa metodologia implica que os indivíduos em geral procuram informação quando encontram um bloqueio, ou uma lacuna, de algum tipo na sua vida. Para atravessar essa lacuna, os indivíduos procuram informação. A metodologia é concentrada em medir as variáveis relacionadas com as necessidades do usuário e não do provedor de informação.

Sense Making pode ser definido como um conjunto de conceitos e métodos que as pessoas utilizam para construir sentido em seus mundos e particularmente sobre as necessidades de informação e usos da informação para o processo de produzir sentido. A metodologia de Sense Making é baseada em conceitos e métodos típicos de metodologias quantitativas e analíticas e no entanto pode ser descrita com todos os atributos da pesquisa qualitativa.

Um dos conceitos da metodologia de Sense Making é que a informação não é algo que existe independente dos seres humanos, mas sim o produto da observação humana. Isso é visto tanto quanto a observação direta como a observação da observação feita por outros (informação).

A busca e uso da informação não são atividades de transmissão e sim de construção, como a criação de sentido pessoal. O indivíduo concorda com algumas informações e elas então se tornam “fatos”. Outras são controversas e são consideradas “opiniões”. Sense Making se concentra em como o indivíduo usa a observação de outros para construir suas imagens de mundo e portanto orientar comportamento.

Estudar a comunicação baseado no atual sistema de comunicação geraria visões distorcidas das necessidades dos usuários, pois são rígidas e voltadas para situações passadas. As informações relevantes para os usuários dizem respeito a contextos em transformação.

A pesquisa em Sense Making contém três componentes: a situação, que é o contexto em transformação no qual o sentido é produzido, as lacunas, ou necessidades de informação e o uso que dela se faz. Cada uma dessas dimensões define uma categoria de variáveis.

Várias técnicas de intervenção e avaliação das necessidades de informação podem ser utilizadas. Uma delas é o Micro-Moment Time-Line Interview. Essa é a técnica mais importante da abordagem Sense Making. Em primeiro lugar, ela envolve perguntar ao entrevistado para detalhar o que aconteceu numa situação passo a passo. Então, em segundo lugar, para cada passo (chamado de Time-Line step), pergunta-se ao entrevistado que perguntas ele/a teve, o que ele/a necessitava descobrir, aprender, entender, desconfundir ou produzir sentido. Estes dois elementos formam o centro da Time-Line. Analises em profundidade são então feitas para cada questão para objetivos de estudo.

Outro método é o Helps/Hurting Chaining. Consiste em perguntas sobre como a informação ajudou o entrevistado e dependendo da resposta, em que sentido o efeito se deu. Por exemplo: se uma determinada informação numa página da rede ajudou o indivíduo, a segunda pergunta seria “como” essa página ajudou. O mesmo se dá para efeitos deletérios.

Já o método do Close-Ended Sense Making Interview implica selecionar na linha de tempo o evento mais importante, pedir que o entrevistado descreva brevemente a situação e explicar por quê selecionou determinado critério. Nesse ponto, pede-se aos entrevistados que atribuam uma nota numa escala de 1 a 7 na necessidade de respostas específicas e na necessidade de informação e ajuda específica.

O método do Message Q/ing Interview implica apresentar a informação escrita para o entrevistado e observar cada vez que o mesmo pára de ler e tem perguntas específicas sobre o ponto em que parou. Uma análise do conteúdo da informação oferecida neste ponto, do quanto ela oferece ajuda ao entrevistado e se a informação de fato é oferecida no texto, é feita. A informação é vista como uma fila de momentos informativos, que podem ser ordenados, mas que não são obrigatoriamente contínuos ou a intervalos regulares.

Entrevistas do tipo Micro-Moment Time Line tipicamente levam 60 minutos num estudo que dura em média 120 minutos. Mesmo entrevistas por telefone, que se considera que durem 15 minutos, duram em média 25 minutos.

Os entrevistados em geral têm um alto interesse na pesquisa, assim como os entrevistadores, que precisam ser bem treinados. É importante que os entrevistadores mantenham em mente o conteúdo do que está sendo investigado e não permitam que a entrevista fuja do assunto em pauta.

O método de Sense Making implica concentrar-se em três categorias de medidas: SITUAÇÕES – LACUNAS/INFORMAÇÕES NECESSÁRIAS – USOS. A primeira preocupação é identificar medidas para cada categoria. Formas de construir tais variáveis são descritas em Dervin (1983, 2003).

Segundo Dervin (1995), deveria-se concentrar nos usos da informação. Só assim teríamos uma visão mais apropriada da adequação dos usos da informação pelo usuário. Ela acredita que é possível medir tanto os usos dos usuários rotineiros e rígidos como os não sistemáticos e anômalos com esta premissa em mente.

O conhecimento é um sentido particular produzido num espaço e tempo na busca de informação. Dervin acredita que o mundo é “lacunizado” em termos de informação e que o conhecimento é um verbo, uma atividade (Dervin 1998).

Odhiambo et al (2003) conduziram uma pesquisa baseada no Sense Making Approach para compreender as necessidades de informação dos care givers informais na Inglaterra. O governo se deu conta de que era necessário oferecer muito mais apoio a tais care givers por vários motivos, inclusive o de que é melhor e mais barato ser cuidado em casa do que num hospital ou instituição especializada. Acredita-se que há seis milhões de care givers informais na Inglaterra. A informação é uma parte vital da atividade de cuidar de pacientes para os care givers. Foram distribuídos 2000 questionários perguntando se o indivíduo se interessaria em participar de uma entrevista em profundidade. As entrevistas foram conduzidas nas casas dos entrevistados e foi assegurada a confidencialidade da informação coletada. A informação foi gravada. As entrevistas duraram uma média de 90 minutos. Questões como o que poderia beneficiar o paciente cuidado foram abordadas, por exemplo. Foi descoberto que muitas pessoas preferem informações transmitidas pessoalmente do que informações impressas. Hipotetizamos que, relativamente à Grã Bretanha, esse número seria ainda maior no Brasil.

Para cientistas, médicos, estudantes e professores de ciências e biologia possivelmente o método mais adequado seja o do survey, eletrônico ou não. Surveys são pesquisas quantitativas baseadas em diversas técnicas de amostragem (ou não quando se refere ao universo todo do grupo) que são usadas para apurar quatro classes de questões: 1. a prevalência de atitudes, crenças e comportamentos; 2. mudanças através do tempo; 3. diferenças entre grupos de pessoas em suas atitudes, crenças e comportamento e 4. proposições causais sobre estas atitudes, crenças e comportamentos. Eles podem medir atitudes e preferências, crenças e previsões, fatos e experiências comportamentais passadas (Weisberg et al. 1996). O survey eletrônico tem vantagens neste grupo pois ele é composto de indivíduos que estão todos ligados à Internet. Uma interface web apresenta o questionário com perguntas fechadas que pode ser respondido em cerca de 10 minutos e, quando enviado, alimenta diretamente uma planilha que pode ser analisada por métodos estatísticos padrão.

Estudiosos do tema da elaboração das questões sugerem que elas devem ser simples, claras e inteligíveis. É preciso evitar a dificuldade da tarefa e assim aumentar a carga do entrevistado. As questões devem ser curtas, não mais do que com 20 palavras, a não ser em casos especiais. Questões com mais de um objeto atitudinal também devem ser evitadas.

As fases de um survey podem assim ser listadas: 1. identificação do foco do estudo e o método da pesquisa (por correio, telefônica, eletrônica); 2. determinar o cronograma e o orçamento; 3. estabelecer uma base de informação; 4. determinar o método de amostragem; 5. determinar o tamanho da amostra e o processo de seleção; 5. Produzir o instrumento do survey (o questionário); 6. Pre-testar o instrumento; 7. selecionar e treinar os entrevistadores; 8. implementar o survey; 9. Verificar a efetiva realização e a acuidade de amostra das entrevistas feitas por cada entrevistador; 10. codificar os questionários e computadorizar os dados (desnecessário num survey eletrônico); 11. analisar os dados e produzir o relatório final (Rea and Parker 1997).

É importante ter em mente que todos os surveys eletrônicos sem amostragem vão apresentar um viés na representação por auto-seleção. Se um número muito baixo para análise estatística responder, então deve ser feito um survey presencial com entrevistadores treinados. Mesmo com respostas adequadas por meio eletrônico, podem ser ser feitas as duas modalidades: o presencial é caro e pode ser feito para elucidar questões não respondidas pelo eletrônico

Outro método importante de avaliar as necessidades de informação é o grupo focal. Ele pode ser adequado para pacientes organizados. O grupo focal consiste em convidar um grupo de 10 a 18 participantes para se encontrar e discutir um determinado tópico. O líder (o pesquisador) do grupo é o facilitador ou moderador. Ele não aplica um questionário, mas deve ter em mente um roteiro que deve cobrir uma lista de questões. Diferentes perpectivas no tópico são testadas para determinar que argumentos são os mais eficientes. Procura-se obter a visão de todos os participantes do grupo, o que requer a intervenção e o estímulo do moderador. Alguns consideram esta técnica mais próxima do mundo real do que o survey, pois as pessoas interagem para produzir opiniões a respeito dos tópicos. A desvantagem é que uma ou mais personalidades mais fortes tendem a dominar o grupo e exercer um efeito de liderança. Grupos focais produzem informações sobre como as pessoas em interação pensam sobre determinados tópicos e que termos de referência eles empregam (Weisberg et al. 1996).

Finalmente, para as burocracias governamentais, o método mais adequado é possivelmente a entrevista em profundidade com uma amostra não aleatória de indivíduos. Grupos de foco nestes casos não são indicados pois o efeito de liderança se expressa fortemente e tende a criar um viés no resultado da aplicação da técnica.

A realização de entrevistas em profundidade é uma técnica adequada quando se deseja respostas mais abertas às perguntas, com lembretes, sondagens e estímulos (probes) para que o entrevistado desenvolva pontos que ele próprio mencionou, para aprofundá-los. É importante quando se trata de pessoas “chave”, e não de uma população indiferenciada. Os objetivos da pesquisa são ganhar uma compreensão clara da natureza das questões abordadas e um entendimento mais profundo.

Existe um gradiente entre entrevistas totalmente estruturadas, que correspondem a um questionário com respostas simples, específicas e fechadas, e totalmente não estruturadas, onde se ouve a conversa de outra pessoa – uma espécie de observação verbal. Entre um extremo e outro existem diversos graus de estruturação. O tipo de entrevista adequado a este caso é o das entrevistas semi-estruturadas, onde há questões abertas e fechadas e um roteiro de questões para orientar a entrevista.

Para construir perguntas relevantes e objetivas, é preciso considerar que questões, numa pequisa, só podem ser resolvidas se a classe escolhida for entrevistada. Os tópicos gradativamente vão adquirindo suas prioridades e as questões vão sendo organizadas dentro deles.

É necessário executar um teste das questões a serem aplicadas. Esta fase dá uma idéia do processo da entrevista, de que fatores dão mais relevância à entrevista e quais as questões realmente chave para a entrevista. Nesta fase se testa como fazer as pessoas falarem sem perguntar questões diretas, como direcionar a entrevista para manter seu foco e manter atenção à estrutura da entrevista: a introdução, o desenvolvimento e o fechamento ou conclusão.

A última fase do desenvolvimento do roteiro é a aplicação da entrevista piloto, que é diferente dos pré-testes. A entrevista piloto é uma entrevista completa, que deve ser transcrita e analisada. É neste ponto que questões chave como duração da entrevista, ambivalência ou redundância das questões para categorização e sequência das perguntas são testadas.

Um roteiro de entrevista bem desenvolvido com uma sequência lógica geralmente faz com que diferentes entrevistados gerem “tipos” de resposta semelhantes, o que facilita sobremaneira o processo de categorização.

A entrevista tem quatro fases distintas: a fase introdutória; o desenvolvimento de abertura; o centro da entrevista e o fechamento da entrevista. É importante na fase introdutória que os entrevistados tenham claro por que foram escolhidos, que tenham informações básicas sobre a natureza do projeto de pesquisa, mesmo que estes tenham sido divulgados no contato anterior à entrevista e que tenham uma idéia da duração aproximada da entrevista. As questões devem ser genuinamente abertas e deve-se tomar cuidado para não dirigir o entrevistado. O entrevistador deve falar o menos possível e usar técnicas como a “reflexão”, onde a resposta do entrevistado é sintetizada e re-colocada na entrevista para maior desenvolvimento. Finalmente, na fase do fechamento, o entrevistado deve fazer um resumo do conteúdo da entrevista, o que dá ao entrevistado a chance de complementar pontos de vista.

A entrevista então deve ser transcrita e verificada. Com este material transcrito, se faz a análise de conteúdo. A análise de conteúdo diz respeito basicamente a identificar os pontos substantivos da entrevista e colocá-los em categorias. Os objetivos principais de construir categorias é classificar os enunciados fundamentais das entrevistas e poder compará-las. As categorias devem ser exaustivas, ou seja, cobrir todo o conteúdo, e também exclusivas, ou seja, cada enunciado deve pertencer a uma única categoria. O pesquisador trabalha então em categorização e interpretação, pois os enunciados possuem conteúdos latentes. Quando as categorias estiverem construídas e os enunciados de cada entrevistado devidamente classificados, é possível uma comparação. Nessa altura é possível fazer uma análise quantitativa (quantas pessoas disseram que tipo de resposta) e uma análise qualitativa. A análise qualitativa, com as citações dos enunciados de cada entrevistado, é facilitada pela classificação em categorias (Gillham 2000).

Será necessário entrevistar um número pequeno de representantes da burocracia ministerial, das Secretarias Estaduais da Saúde e das Secretarias Municipais da Saúde. Esses indivíduos não devem ser escolhidos por amostragem, mas por seleção deliberada.

 

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[1] Care giver não tem uma tradução completa em Português. Trata-se de alguém que se propõe a cuidar de outro indivíduo, não necessariamente tendo qualquer informação para tal. Care-giver pode ser um membro da família, da comunidade, da igreja, por exemplo.

[2] Outras informações sobre os resultados do survey se encontram em http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/survey2003/ e em http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/usestatistics.html.

 

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